Lucas — O "Estagiário Sênior" do Nubank
Neste episódio do Fale com o Estagiário, recebemos o Lucas, da zona sul de São Paulo, que ficou conhecido como o "estagiário sênior" depois que seu perfil no LinkedIn viralizou. Estudante de Ciência da Computação na UFABC, ele passou por quatro estágios — Santander, Vivo, Mastercard e Nubank — e conta o que aprendeu (e o que errou) em cada um.
Uma conversa para quem acha que precisa ser gênio para entrar em big tech. O Lucas não era bom em matemática, não cresceu programando e resume seu caminho em duas palavras: sorte e desenrolo.
O que você vai ver neste episódio
- A história por trás do currículo que viralizou no LinkedIn
- Quatro estágios em dois anos: Santander, Vivo, Mastercard e Nubank
- Como ele reprovou duas vezes no HackerRank do Nubank e passou na terceira
- O "cheat code" de levar uma apresentação em PowerPoint para entrevistas com gestores
- Por que "obsessão vence talento" é o lema dele
A história por trás do currículo viral
Quando o perfil do LinkedIn do Lucas circulou pelas redes, as pessoas estranharam a quantidade de experiências para alguém em vaga de estágio. Ele reconstrói a história por trás de cada linha: quatro estágios em empresas de peso, cada um com aprendizados diferentes. No post que fez sobre a viralização, resumiu: "principalmente sorte, e depois saber vender seu peixe". Reforça que não houve QI (quem indica) — "foi na raça, na sorte, na raça".
Quatro estágios, quatro lições
No Santander, caiu na auditoria interna num programa de estágio genérico. Área super burocrática, pouco relacionada a programação. Tentou mobilidade lateral para engenharia, não conseguiu e pediu demissão. Admite que "garoteou" — tinha "síndrome da geração Z" de querer tudo na hora. Na Vivo, trabalhou em cibersegurança na governança de vulnerabilidades. Na prática, como estagiário, fazia PowerPoint e Excel. Percebeu que queria construir, não cuidar.
Na Mastercard, atuou como estagiário de Product Management. Experiência excelente para ganhar visão de negócio, mas não foi aprovado no processo de trainee interno. Mesmo se tivesse sido, diz que teria ido para o Nubank — "é onde sempre quis estar".
Como entrou no Nubank na terceira tentativa
O Lucas tentou o Nubank três vezes. Nas duas primeiras, travou na fase do HackerRank (teste técnico online). Na terceira, estudou especificamente estrutura de dados e algoritmos, identificou o perfil das questões e passou. Depois enfrentou uma fase de pair programming ao vivo — codificação em tempo real, que considera a mais desafiadora.
Na entrevista final com o gestor, usou seu "cheat code": levou uma apresentação pessoal em PowerPoint com nome, conhecimentos técnicos, pontos fortes e fracos, por que queria o Nubank e até coisas pessoais (gosta de gatinhos, de jogar). O último slide trazia uma frase do Rock Lee: "o trabalho duro sempre vence o talento natural". Aprendeu essa técnica com uma amiga da faculdade.
Sorte, desenrolo e obsessão
O Lucas não era bom em matemática, não gostava de física, nunca foi "o cara que cresceu codando desde os 5 anos". Escolheu tecnologia por exclusão no segundo ano do ensino médio: eliminou o que não combinava e chegou em TI pela facilidade com computadores. Sua filosofia é clara: "obsessão sempre ganha do talento". Não existe senha, não existe segredo — existe estudar o que precisa, se preparar para cada processo e saber se apresentar.
Direto ao ponto
Quem é o 'estagiário sênior' do Nubank?
Lucas, estudante da UFABC que acumulou quatro estágios (Santander, Vivo, Mastercard e Nubank) e cujo perfil do LinkedIn viralizou. Ele conta que o principal fator foi sorte, seguido de saber se posicionar.
Como é o processo seletivo do Nubank para estágio?
O Lucas reprovou duas vezes na fase de HackerRank antes de passar na terceira, estudando estrutura de dados e algoritmos. Depois enfrentou pair programming ao vivo e entrevista com gestor, onde levou uma apresentação pessoal em PowerPoint.
Trocar muito de estágio prejudica o currículo?
O Lucas passou por quatro estágios e diz que nenhum recrutador questionou negativamente. Para ele, estágio é justamente o momento de se descobrir — e cada experiência agregou algo diferente.